terça-feira, 29 de maio de 2012

Assessoria 2.0

Comunicação nas redes sociais traz vantagens para agências, empresas e veículos

Rodrigo Capella: “Todo comunicador deve utilizar as redes sociais”
Foto: Reprodução
Agências de comunicação, profissionais da comunicação corporativa e jornalistas têm cada vez mais opções para aprimorar o intercâmbio de informações, contato com fontes, leitores e demais stakeholders.

Se antes o único acessório de comunicação das assessorias era o ancião fax modem e o tradicional telefone, depois do desenvolvimento das ferramentas de email, websites próprios e, finalmente, a internet 2.0 e as redes sociais, os profissionais têm hoje em sua mão um leque diversificado e refinado de ferramentas para comunicação entre agências. Empresas veículos.

Desde 2010, com a disseminação do twitter no Brasil, muitos jornalistas passaram a buscar auxílio nessa rede para buscar informações e fontes. Foi observando essa demanda que o relações públicas Gustavo Carneiro criou, sem qualquer investimento, o twitter do Ajude um Repórter. De início, apenas agregava as demandas dos jornalistas e ajudava a divulgar na rede, para que eventuais fontes pudessem ajudar, responder, participar das pautas. “Atingi 200 seguidores somente na primeira semana”, conta.

Dez meses e nove mil seguidores depois, Gustavo resolveu criar a plataforma Ajude um Repórter. Uma rede exclusiva para jornalistas e fontes se encontrarem. Os fundos para o desenvolvimento da ferramenta foram levantados de forma colaborativa (crowdfunding) e os trabalhos continuam “a ideia é continuar o desenvolvimento do sistema, adicionando funcionalidades que gerem receita para a manutenção da infraestrutura e também aperfeiçoar as já existentes. Uma das principais ideias é adicionar um banco de pautas que fiquem disponíveis aos repórteres”, revela.

Segundo o criador, apesar do nome, a ferramenta ajuda outras pessoas a ajudarem os repórteres. “Inúmeras vezes, o repórter procura algum especialista em determinado assunto para alguma matéria que já está em produção. Como informamos o que o repórter precisa, no momento que ele precisa, e ainda criamos um canal direto de comunicação, fica muito fácil para qualquer pessoa que tenha conteúdo a ser compartilhado e possa contribuir para essas matérias e figurar como referência em veículos de alcance nacional”. Dessa forma, não apenas os veículos ganham em se cadastrar na ferramenta em busca de fontes. Fontes, agências e empresas também podem se beneficiar ao se cadastrarem, pois, além de entrar em contato direto com as solicitações de imprensa, ficam disponíveis no banco de fontes da ferramenta.

Para Gustavo, a utilização das redes para a comunicação jornalística é algo que veio para ficar e se desenvolver. “As redes sociais são fruto do desenvolvimento tecnológico, que tornou possível coordenar grandes esforços de comunicação a um custo muito menor do que era possível antes delas”, explica. “Hoje podemos falar de inbound marketing, estudar perfis sociais dos jornalistas antes de enviar um release e formatar a mensagem de uma forma muito mais apropriada, aumentando as chances de sucesso”.

Foi pensando nessa formatação inovadora da mensagem que o jornalista, professor, assessor de imprensa e profissional das redes sociais Rodrigo Capella vem desenvolvendo em seu trabalho o Release 2.0.

“Os comunicadores precisam, cada vez mais, conhecer as novas ferramentas digitais, precisam também se capacitar, saber como atuar nelas”, explica. Nesse sentido, o release 2.0 é um diferencial para as agências, pois oferece ao jornalista elementos e informações complementares, por meio de podcast, vídeo-release, texto, fotos etc. “Tudo isso reunido em uma página. Isto facilita o trabalho do jornalista que não precisa mais ligar para as assessorias e solicitar o material. Basta clicar o mouse e baixar tudo, com grande agilidade”, conta.

Para Rodrigo, as redes sociais são cada vez mais indispensáveis para os comunicadores, de forma geral. “Todo comunicador deve utilizar as redes sociais. Com ela, podemos conhecer outros mundos, descobrir entrevistados, aprimorar conhecimentos”. Nesse sentido, é otimista. “Cada vez mais os jornalistas estão antenados e preparados para atuar nas redes. Acredito que as universidades também já estejam investindo nesse aprendizado. As assessorias podem aproveitar este canal para propor pautas e também ações diferenciadas”, completa.

Por: Amanda Voltolini - RA: A6364D-6
Grupo: Comunicação Corporativa nas Redes Sociais

MULHERES INVADINDO OS OCTÓGONOS

Cristina não abre mão do bem-estar proporcionado pelo MMA
Foto: Márcia Mayumi
O “vale tudo”, ou mais conhecido como MMA (Mixed Martial Arts), sigla em inglês que significa mistura de artes marciais (como jiu jitsu, boxe, muay thai entre outros) é a modalidade esportiva que mais cresce no mundo.

Com o crescimento meteórico da modalidade que movimenta milhões de dólares, o esporte criado por brasileiros (família Gracie na década de 1920), ganhou visibilidade mundial.

O MMA era um esporte, até pouco tempo, praticado exclusivamente por homens. Com sua popularização, gerou uma procura muito grande por aulas de artes marciais nas academias em todo país.

As mulheres começaram a se interessar pelo esporte e, cada vez mais, o octógono tem sido ocupado pelas lutadoras. E aquelas que se encantam com o MMA, ganham destaque, profissionalizam-se e lutam em torneios no Brasil e no exterior.

A campeã mundial é uma brasileira, Cris Cyborg, que reside nos Estados Unidos. Atualmente cumpre uma suspensão de um ano, pelo uso de substância proibida acusada pelo exame anti-doping. Cyborg, para a tristeza dos fãs, deve voltar aos octógonos somente em 2013.

Mas a maior parte das mulheres começa a prática da modalidade impulsionada pela curiosidade, para ganhar autoconfiança, em busca dos benefícios do esporte, uma vez que proporciona a definição e tonicidade dos músculos e também a perda de peso.

O treinamento geralmente é de uma hora e, dependendo da academia, de três a cinco vezes por semana.

O gasto médio calórico é um grande atrativo, já que consome até 1000 calorias por hora. A funcionária pública, Cristina Hiromi, diz que procurou MMA para livrar-se do estresse, mas que percebeu outros benefícios “No começo, eu queria praticar artes marciais para perder peso. Os exercícios que a gente faz trabalham abdome, as pernas, os braços e até melhorou a minha celulite. Deixei para trás a minha vida sedendária definitivamente. Hoje eu saio da academia totalmente relaxada e mais bem disposta!”.

Isso acontece porque a prática da modalidade libera adrenalina acumulada, resultando no bem-estar da praticante.

Por: Márcia Mayumi - RA: A250FF-8
Grupo: Esportes praticados pelas mulheres

TRANSTORNO BIPOLAR

Foto: Reprodução
O transtorno bipolar, antigamente conhecido como psicose maníaco depressiva, é uma doença psiquiátrica que se caracteriza por variações bruscas de humor, com o doente alternando estados depressivos com estados de mania (euforia).

O diagnóstico é difícil, pois muitas vezes o transtorno bipolar pode ser confundido com outras doenças psiquiátricas, como o transtorno de personalidade borderline, que tem características parecidas; ou esquizofrenia, por alguns pacientes apresentarem quadrosde alucinações e delírios durante as crises.

Não se sabe ao certo quais as causas da doença, mas já se sabe que alguns fatores externos como traumas, fim de casamento, morte de pessoa querida, influenciam o surgimento da doença. Outro fator determinante é a hereditariedade, em aproximadamente 80% dos caos, os pacientes tem algum parente com transtorno bipolar.

O tratamento deve ser contínuo, e é feito com remédios anti-depressivos, estabilizadores do humor (anti-convulsivos) e ansiolíticos, que são  ministrados a cada paciente, de forma personalizada, segundo as características de cada estágio da doença, e da resposta a dosagem do medicamento.

Por: Isabel Azevedo Firmino Cordeiro - RA: A22442-4
Grupo: Transtorno Bipolar do Humor

CONVIVENDO COM UM BIPOLAR

Foto: Reprodução
A convivência com pessoasque sofrem de transtorno bipolar nem sempre é fácil, e muitas vezespor falta de informação ( é uma doença ainda pouco conhecida e de difícil diagnóstico), acha-se que a pessoa não tem doença nenhuma, que passar períodos deprimido, e outros eufórico; sem  que necessariamente  aconteçam situações externas que provoquem essas reações; faz parte da personalidade da pessoa, que ela faz porque quer, que não se importa com a família.

Por isso que o paciente, precisa além do tratamento com remédios, acompanhamentocom psicólogos; e terapias que possibilitem a integração da família no tratamento, para que eles entendam e contribuam para que o paciente possa levar uma vida equilibrada.

Hoje em dia já existem algumas associações e grupos de apoio que auxiliam nessa integração da família no tratamento dos portadores de transtorno bipolar.

Uma delas é a Associação Braileira de familiares, amigos e portadores de transtornos afetivos (ABRATA), que  conta com psiquiatras e psicólogos e realiza gratuitamente diversas palestar e atividades com bipolares e seus familiares, contribuindo para melhorar a relação entre eles e ajudar a pessoa que tem transtorno bipolar a continuar o tratamento e manter uma vida produtiva e equilibrada.


Por: Isabel Azevedo Firmino Cordeiro - RA: A22442-4
Grupo: Transtorno Bipolar do Humor

O NOME É LAUDO NATEL

Osvaldo Moles foi responsável pela campanha do “Candidato da Bola” para vice-governador em 1962
Laudo Natel
Fonte: Reprodução

“O NOME É LAUDO NATEL” essa era a frase que aparecia na televisão. Apenas “Laudo Natel” surgia em meio às notícias dos periódicos de 1962. Quem conhecia o então diretor do poderoso Bradesco e presidente do São Paulo Futebol Clube (SPFC) não entendia o porquê da divulgação do nome, quem não o conhecia estranhava mais ainda. Seria uma nova marca de sabonete? Ou o anúncio publicitário de outro produto qualquer? A resposta só apareceu dias depois, com a veiculação da segunda fase da campanha:

“PARA VICE-GOVERNADOR, O NOME É LAUDO NATEL”

Laudo Natel que nunca imaginou seguir carreira política recebeu inicialmente o convite para ser candidato a senador, o que de pronto recusou, não queria morar em Brasília. Um segundo convite foi feito para concorrer como governador, mas acontece que um banco tem clientes de diferentes correntes partidárias e entrar em uma disputa dessas, com certeza envolve, no mínimo, algumas indisposições ideológicas para não dizer inimigos declarados. A própria política do Bradesco não permitia que funcionários fossem candidatos. O convite para entrar para política vinha de dois republicanos, o torcedor do São Paulo e secretário geral do partido Eugênio Alexandre Barbour e do deputado Francisco Franco, o “Chiquinho”, presidente do partido Republicano (PR).

Na época, o voto para vice era desvinculado do voto para governador, e esta foi a peça do quebra cabeça que faltava para convencer Laudo a entrar de vez na disputa e Amador Aguiar, fundador e presidente do Bradesco, a patrocinar – através do banco – toda campanha. Os republicanos sabiam que lançar aquele rapaz de modos humildes e origem caipira daria reais chances de vitória e grande visibilidade ao PR.

Um avião para percorrer o interior do estado de São Paulo, dois ou três funcionários para trabalhar na campanha e ainda verba para impressos e outros gastos necessários. “O Bradesco foi o meu partido”, lembra Laudo Natel, que prestes a completar 92 anos ainda trabalha diariamente em um pequeno escritório no Centro de São Paulo.

“LAUDO NATEL, VICE-GOVERNADOR DE TODOS OS BRASILEIROS DE SÃO PAULO”

Com a divulgação desta frase, Osvaldo Moles - importante radialista, produtor, jornalista, cronista e publicitário, na época - terminava a fase de apresentação de Laudo Natel ao eleitorado, lembrava dos migrantes e consolidava a independência da candidatura que não estava ligada a nenhum outro candidato.  Em 1962 Adhemar de Barros, Jânio Quadros, José Bonifácio e Remo Forli concorriam a vaga de governador.

Adhemar de Barros, proprietário da Lacta, adorava um palco. Veterano, iniciou sua trajetória política em 1935, quando foi eleito deputado estadual. Em 1938 assume a intervenção do Estado de São Paulo e em 1947 é eleito governador. Disputou a presidência da republica em 1955 e 1960, mas acabou em terceiro lugar nas duas eleições. Após a disputa de 1955 teve seu nome exposto junto a denuncias de corrupção. Declarado inocente no tribunal, disse que seria absolvido pelo povo, nas urnas. E foi mesmo! Em 1957 ganha as eleições municipais e fica na cadeira de prefeito de São Paulo até 1961. Com tanta experiência e uma base eleitoral sólida composta por “ademaristas”, agora em 1962 estava de novo na disputa do governo. Como candidato a vice, Adhemar apoiava o advogado e político Teotônio Monteiro de Barros.

Jânio Quadros já medira forças políticas com Adhemar em diversas outras eleições. O presidente que renunciou um ano antes (1961) a direção do país, queria provar que sua carreira política não estava morta. Sobre a renúncia de 1961, Laudo Natel declara que obteve do próprio Jânio a melhor explicação para o caso. “Dr. Jânio, até hoje eu não entendi sua renúncia!” ao que o ex-presidente respondeu “Nem eu meu caro. Nem eu!”. Para vice, Jânio apoiava o Brigadeiro Faria Lima.

José Bonifácio e Remo Forli eram candidatos de menor expressão para concorrer ao governo e não tinham lançado o apoio a nenhum candidato para vice.

O trabalho de Osvaldo Moles na campanha

Maria Zilda recebeu espantada a notícia, jamais pensou que o marido pudesse se envolver com a política, mas logo se acostumou com a ideia e apoiou a candidatura. Laudo Natel chamou o sobrinho, Laert Natel, para ajudar, mas os dois não tinham noção de como iniciar uma campanha como aquela. Então foram para um baile de debutante na cidade de Franca. Aquela festa foi o primeiro ato de campanha!

Osvaldo Moles admirava aquele poderoso homem, qual o poder nunca ‘subiu a cabeça’. Frente a diretoria de um dos maiores bancos privados do país, da presidência do time de futebol que carregava o nome do Estado mais rico do Brasil e da comissão pró Estádio - que tinha o desafio de construir um complexo esportivo com capacidade para mais de 50 mil torcedores – Laudo Natel continuava um homem simples. Mas começar uma campanha para vice-governador do Estado de São Paulo em um baile de debutantes... Era preciso profissionalizar a campanha.

A primeira ação de Osvaldo Moles foi realizar uma pesquisa com os torcedores do São Paulo para definir o nome de campanha do candidato, que poderia ser apenas “Laudo” ou só “Natel”. Então, em um domingo de jogo no estádio do Pacaembu ele perguntou para todos os torcedores que chegavam com uniforme do São Paulo “Qual é o nome do presidente do seu time?”. A resposta era sempre a mesma “Laudo Natel”. O nome composto foi aprovado, mesmo sendo incomum, era um nome pequeno, fácil de decorar e pelo menos os torcedores do São Paulo já conheciam. Faltava o restante do eleitorado.

Laudo Natel utilizou-se dos recursos fornecidos pelo Bradesco para visitar todo o território do Estado de São Paulo, a cada cidade que passava, conhecia o prefeito, visitava escolas e os jornais locais. Fugia de recepções formais. Almoços, jantares e festas não faziam parte do seu estilo, palanques então... Laudo Natel fala que realizou apenas um ou dois comícios. Quando fazia campanha nos bairros da cidade de São Paulo, por vezes, Moles o seguia para saber como estava se comportando durante a campanha. “Lembro uma vez que estava fazendo campanha e entrei em um barbeiro na Zona Leste para fazer a barba, de repente, vejo pelo espelho, Osvaldo Moles passando na rua. Ele me seguia para saber se eu estava me comportando”, lembra Laudo Natel.

Osvaldo Moles ainda ressaltou as qualidades de administrador e as campanhas beneficentes que Laudo Natel participou. Uma das frases de campanha foi “LAUDO NATEL tomou parte em 33 CAMPANHAS para amparar as CRIANCINHAS POBRES”, porém quando Laert Natel perguntou como Moles chegou nesse número, ele respondeu que se eram 33, ele não sabia, mas esse era um número mágico e por isso resolveu usá-lo. Parece que o número deu sorte.

Quanto mais se aproximava do dia da votação, mais força Laudo Natel conquistava. Foi então que aconteceu o primeiro e único ataque a sua campanha. Em cima do palanque Adhemar de Barros defende seu vice e deixa a entender Laudo Natel entendia era de futebol e não de política. “Para vice-governador temos o Teotônio, tem outro candidato aí que é o candidato da bola! Para vice-governador do Estado de São Paulo o meu voto vai para o Teotônio”, declarou Adhemar. Acontece que o ataque virou mote de campanha, Moles, sabendo da força que o futebol tinha sobre o eleitorado, gostou da ideia, criou um boton com uma bola de futebol escrito o nome Laudo Natel e distribuiu como peça de campanha.

Para finalizar a campanha, Moles distribuiu um cartãozinho no dia da eleição com os dizeres “As criancinhas de São Paulo estão rezando por você. Bom Dia Laudo Natel!”, em referencia a um cartão que o candidato tinha recebido durante a campanha, em visita a um orfanato na Vila Matilde.

Realizada as eleições em outubro de 1962, foram contabilizados 1 milhão e 200 mil votos para o candidato da bola. Laudo Natel assumiu o vice-governo do Estado de São Paulo com 36,3% dos votos válidos e Adhemar de Barros foi eleito governador com 37,8% dos votos.

Por: Bruno Micheletti - RA: 375846-0
Grupo: OSVALDO MOLES, PIONEIRO DO RÁDIO PAULISTA

OS IMPACTOS DA LEI NA SOCIEDADE

A posição da nova lei diante a queda do diploma de jornalismo e a situação dos futuros jornalistas

O jornalismo sem diploma
Foto: Reprodução
A faculdade é importante para algumas pessoas que querem cursar um ensino superior, que tenha uma identificação com seu perfil e seus objetivos profissionais para mercado de trabalho. A escolha do curso é um fato importante, pois serve para direcionar sua carreira e idealizar seus sonhos. Mas, para um curso em especifico não é bem assim.

No ano de 2009, houve a queda do diploma do curso de comunicação social – jornalismo, que levaram jovens e adultos a desistirem da faculdade por causa da nova lei estipulada pelo STF (supremo tribunal federal). Que por sua lei significa a liberdade de expressão entra as pessoas que querem atuar na área.

Em entrevista realizada com Magda Regina, informa que a condição da lei não se adapta ao mercado por causa de suas exigências, “existem vários jornalistas formados  em ótimas faculdades que não conseguem atuar na área”.

No entanto, existe o lado positivo e negativo referente ao assunto abordado. Para os estudantes, foi uma desonra diante a profissão e para os universitários que ainda estão cursando e não desistiram da faculdade. Já para o STF foi uma maneira de ampliar ainda mais o caminho das especializações do mercado de trabalho.

Por: Keli de Almeida - RA: A285GC-9
Grupo: Queda do diploma

GLUTONERIA GAIJIN

Ade Nishiki (1), Yagai (2), Sapporo (3), Udon (4)
Tsuyu (5), Tikuwa (6), Saquê (7), Namagashi (8)
Koala's March (9), Balas de melão rendado (10)
Foto: Reprodução
Em um passeio pelo bairro da Liberdade, em São Paulo, ao entrar em um dos vários mercadinhos, sempre lotados de clientes, encontro milhares de produtos variados que, para mim, gaijin, parecem geralmente exóticos, já que desconhecidos do grande público ocidental. Olhando para as curiosas embalagens, coloridas, com design bem diferenciado e pop, escritas em japonês, mal posso ter uma ideia do que é cada coisa, nem mesmo chegando a saber se o produto é doce ou salgado, ou do que é feito, e ainda menos se vale a pena arriscar uma compra para experimentar, uma vez que grande parte dos itens é importado, e, portanto, custa relativamente caro.
Louco para ir muito além do temaki, sushi e sashimi, pratos já bem conhecidos dos paulistanos, convidei Emilly Naoi, uma sansei (neta de japoneses), acostumada a consumir esses produtos desde criança, para me ciceronear pelas misteriosas e interessantes prateleiras. Disposto a gastar ao todo 80 reais, tendo em vista um custo razoável para um jantar para dois, compramos 10 itens para preparar uma refeição completa, com entrada, prato principal e sobremesa, sobre os quais ela me explicou. Provei e aprovei tudo.

ENTRADA: petiscos e cerveja

Ade Nishiki (1) é um salgadinho sortido de amendoim, ervilha, bolinhas de farinha de trigo e de moti (arroz), e peixe miúdo; cada um com um tempero específico, variando principalmente entre gergelim, nori (algas) e shoyu (molho de soja). É uma gostosura viciante, além de muito curiosa, por causa da presença dos estranhos peixinhos secos. Outra iguaria é o Yagai (2), lula seca desfiada, consumida como salgadinho no Japão. Pode parecer estranho, mas é uma delícia, servida como aperitivo, ou como acompanhamento nas refeições. Petiscamos tudo com Sapporo (3), uma das cervejas mais consumidas no Japão, certamente a mais conhecida no exterior, principalmente pela qualidade reconhecida e por sua icônica lata prateada de 650 ml. Com um exuberante aroma de lúpulo, a versão Premium tem um sabor incrivelmente nítido e refrescante, de amargor refinado, que proporciona um final marcante.

PRATO PRINCIPAL: macarrão e saquê

Udon (4) é um tipo de macarrão grosso feito de farinha, parte das refeições do dia-a-dia dos japoneses. É servido normalmente como sopa, em caldo quente ao qual são acrescentados um ou mais ingredientes, como dashi (tempero de peixe), shoyu (molho de soja), mirin (vinho de arroz), negi (cebolinha) picada, ovo cozido e shitake (cogumelo) fresco, que substituímos por champignons. É comum que se use sachês de tempero que já contém a maioria desses itens semiprontos, desidratados e em pó, como o Tsuyu (5). Em nossa receita, acrescentamos ainda Tikuwa (6), uma massa de farinha de trigo e carne de peixe. Vendido em conserva, consome-se cozido, frito ou até cru; é muito usado para dar sabor a outros alimentos com os quais é cozido. O nome significa anel de bambu, devido a forma cilíndrica do produto, que possibilita recheá-lo com raízes. Comemos bastante, acompanhando o prato com Saquê (7), a bebida tradicional do Japão, tomada geralmente quente e em grandes comemorações, como Ano Novo e cerimônias xintoístas de casamento. Classificada na mesma categoria do vinho, é fabricada pela fermentação natural do arroz, ao que se acrescenta somente água. Tem teor alcoólico em torno de 16%.

SOBREMESA: doces tradicionais e modernos

Namagashi (8) é uma bandeja de doces tradicionais sortidos, um tipo diferente de wagashi, que é um termo geral para lanches usados na cerimônia do chá japonesa. Bem colorida, contém gelatinas de algas e doces de azuki (pasta de feijão). Em seguida, Koala's March (9), que é um biscoito doce crocante com recheio cremoso, do tamanho de uma mordida. Tem forma de coala, e cada unidade apresenta o desenho de um coala em atitude diferente. É o doce mais consumido no Japão, e atualmente é comercializado em muitos outros países. Possui uma embalagem única, mundialmente reconhecida pelo formato hexagonal. Os sabores de recheio mais comuns são chocolate e morango, mas também são produzidos de chocolate branco, mel, cafe latte, abacaxi e banana. Parte dos lucros é revertida para apoiar a Australian Koala Foundation. E, para finalizar, experimentamos as famosas Balas de melão rendado (10), deliciosas e naturais, cujo sabor surpreendeu meu paladar.

Por: Davis Almeida - RA: A050FC-4
Grupo: Revista Gaijin SP